Evangelho no Lar

“Porque onde estiverem dois ou mais reunidos em meu nome, aí estarei eu no meio deles”. Jesus – Mateus 18:20

É uma reunião dos integrantes da família, onde se estuda os ensinamentos de Jesus, com base em O Evangelho Segundo o Espiritismo. Sua prática constante visa à reflexão sobre nossa conduta diária e a adequação de nossos atos dentro dos princípios cristãos, propiciando, ainda, uma higienização da atmosfera psíquica do lar.

O Evangelho no Lar não deve ser transformado em uma sessão mediúnica e, sob insisten­te recomendação do Plano Espiritual Maior, não se devem realizar sessões de desenvolvi­mento mediúnico ou de desobsessão no ambiente familiar, pois os lares não estão prepa­rados para esses tipos de trabalhos, que requerem condições vibratórias especiais, só encontradas nos Centros Espíritas.

Determine, ao menos uma vez na semana, um horário que seja conveniente para a família, tendo em mente que o Evangelho dura, em média, 30 minutos e não deve prolongar-se excessivamente. Respeitando sempre o dia e o horário, reuna-se com o maior número possível de componentes de seu lar.

Crianças podem tomar parte na reunião, executando tarefas como fazer a prece de abertura ou de encerramento. Visitantes ocasionais podem ser convidados a participar, explicando, caso não sejam espíritas, que não se trata de sessão espírita, mas de um breve estudo do Evangelho, seguido de preces.

Sua prática deverá ser constante; salvo circunstâncias especialíssimas, nada deverá im­pedir sua realização. Mesmo que somente um membro da família esteja em casa no momento aprazado, o Evangelho deverá ser lido em voz alta, seguindo os mesmos proce­dimentos rotineiros. Caso toda a família esteja ausente, porém reunida em lugar possí­vel, deverá ser feito o Evangelho, no mesmo horário de costume. O Evangelho no Lar é um recurso de extraordinária importância de que se utiliza o Plano Espiritual Superior para sustentar seu grandioso trabalho de amparo a toda a humanidade encarnada e desencarnada. Sua pratica é um dever que todo espírita consciencioso, deve habituar-se.

O desejo sincero de aprender e praticar os ensinamentos transmitidos por Jesus, um exemplar de O Evangelho Segundo o Espiritismo de Allan Kardec e um livro de mensagens.

Inicia-se com uma prece de abertura, que deverá ser seguida mentalmente por todos. Logo após, deve ser lido um breve trecho do O Evangelho Segundo o Espiritismo que deverá ser comentado por aqueles que o desejarem, para melhor compreensão dos ensinamentos que a passagem encerra. Pode, ainda, ser lida uma passagem de um Livro de mensagens, que como o Evangelho deverá ser comentado sucintamente. No momento seguinte, todos, unidos uns aos outros, concentram-se em Jesus e acompanham mentalmente as vibrações. A reunião termina com uma prece de encerramento, agradecendo a Deus, a Jesus e aos Mentores Espirituais pela tarefa executada e pelas bênçãos recebidas. Música instrumental suave em volume brando favorece uma melhor ambientação para a realiza­ção do Evangelho.

Pode-se deixar água filtrada para ser fluidificada durante a reunião, devendo a mesma ser bebida por todos da família, logo após o término do Evangelho.

É uma oração simples, feita de coração, onde conversamos com Jesus expondo nossos pro­pósitos da realização do Evangelho, pedindo sua companhia e dos Mentores Espirituais, solicitando permissão para o estudo do Evangelho e pedindo forças para a nossa reforma íntima. Esta prece pode ser finalizada com o “Pai-Nosso”.

Tanto na leitura do Evangelho quanto na da mensagem o procedimento é o mesmo. Abre-se o livro “ao acaso”, pedindo auxílio do Plano Espiritual Maior. Qualquer membro da família poderá ler, devendo os demais prestar atenção. Em seguida, à leitura todos os pre­sentes que desejarem devem comentar sucintamente, em voz alta, o que entenderam do texto lido. O comentário da passagem lida não deverá tornar-se polêmico ou desviar-se do seu curso, a fim de que não se estabeleça conturbação vibratória.

Note que O Evangelho Segundo o Espiritismo possui uma numeração ao lado de alguns parágrafos. O trecho a ser lido é aquele compreendido por um único número.

São doações de energia em favor de nossos irmãos através do pensamento. Um membro da família deverá falar em voz alta para que todos escutem e, mentalizando Jesus, vibrem. Entre um e outro item das vibrações deverá haver pausa, para emissão de sentimentos de amor e fraternidade.

Podemos vibrar:
pela paz do mundo,
pelo amparo aos pobres,
pela saúde dos enfermos,
pela unificação das religiões,
por nossos familiares e amigos,
pelo reerguimento dos decaídos,
pela reabilitação dos presidiários,
por todos os trabalhadores do bem,
pela harmonia nos lares desajustados,
pela iluminação dos Espiritos sofredores,
pelo desenvolvimento espiritual da juventude,
pela confraternização com os nossos desafetos,
pela proteção aos velhos e crianças abandonados,
Por nós mesmos.
Outros itens poderão ser incluídos.

É o agradecimento a Deus, a Jesus e aos Mentores pelos ensinamentos e bênçãos recebidos durante o Evangelho, pela colaboração e companhia diária.
Importante: A finalidade do Evangelho no Lar é o aprendizado dos ensinamentos de Jesus para sua aplicação na vida prática, não devendo, portanto, ser transformado em sessão mediúnica.

1. Peça a inspiração divina e escolha o tema evangélico destinado aos estudos e comentários da noite.

2. Não fuja do espírito do texto lido.

3. Fale com naturalidade.

4. Não critique, a fim de que a sua palavra possa construir para o bem.

5. Não pronuncie palavras reprováveis ou inoportunas, suscetíveis de criar imagens mentais de tristeza, ironia, revolta ou desconfiança.

6. Não faça leitura, em voz alta, além de cinco minutos, para não cansar aos ouvintes.

7. Converse ajudando aos companheiros, usando caridade e compreensão.

8. Não faça comparações, a fim de que seu verbo não venha a ferir alguém.

9. Guarde tolerância e ponderação.

10. Não retenha indefinidamente a palavra; outros companheiros precisam falar na sementeira do bem.

André Luiz
página recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier

O culto do Evangelho no lar não é uma inovação. É uma necessidade em toda parte, onde o Cristianismo lança raízes de aperfeiçoamento e sublimação. A Boa Nova seguiu da Manjedoura para as praças públicas e avançou da casa hu­milde de Simão Pedro para a glorificação no Pentecostes.

A palavra do Senhor soou, primeiramente, sob o teto simples de Nazaré e, certo, se fará ouvir, de novo, por nosso intermédio, antes de tudo, no círculo dos nossos familiares e afeiçoados, com os quais devemos atender às obrigações que nos competem no tempo. Quando o ensinamento do Mestre vibra entre as quatro paredes de um templo doméstico, os pequeninos sacrifícios tecem a felicidade comum. A observação impensada é ouvida sem revolta. A calúnia é isolada no algodão do silêncio. A enfermidade é recebida com calma. O erro alheio obtém compaixão. A maldade não encontra brechas para insinuar-se.

E aí, dentro desse paraíso que alguns já estão edificando, a benefício deles e dos outros, o estimulo é cântico de solidariedade incessante, a bondade é uma fonte inexaurível de paz e entendimento, a gentileza é a inspiração de todas as horas, o sorriso é a senha de cada um e a palavra permanece revestida de luz, vinculada ao amor que o Amigo Celeste nos legou.

Somente depois da experiência evangélica do lar, o coração está realmente habilita­do para distribuir o pão divino da Boa Nova, junto da multidão, embora devamos o esclarecimento amigo e o conselho santificante aos companheiros da romagem humana, em todas a circunstâncias.

Não olvidemos, assim, os impositivos da aplicação com o Cristo, no santuário familiar, onde nos cabe o exemplo de paciência, compreensão, fraternidade, servi­ço, fé e bom ânimo, sob o reinado legítimo do amor, porque estudando a Palavra do Céu em quatro Evangelhos, que constituem o Testamento da Luz, somos cada um de nós, o quinto Evangelho inacabado, mas vivo e atuante, que estamos escre­vendo com os próprios testemunhos, a fim de que a nossa vida seja uma revelação de Jesus, aberta ao olhar e à apreciação de todos, sem necessidade de utilizarmos muitas palavras na advertência ou na pregação.

Emmanuel
Página recebida por Francisco Cândido Xavier

“CAMINHO, VERDADE E VIDA” Emmanuel, FEB
“AGENDA CRISTÔ André Luis, FEB
“DEUS AGUARDA” Meimei, GEEM
“LUZ NO LAR” Autores Diversos, FEB
“ALVORADA CRISTÔ Neio Lúcio, FEB
“CORAGEM” Autores Diversos, IDE
“BOA NOVA” Humberto de Campos, FEB
“BUSCA E ACHARÁS” André Luiz e Emmanuel, IDEAL
“ENCONTRO MARCADO” Emmanuel, FEB
“ASSIM VENCERÁS” Emmanuel, IDEAL
“VINHA DE LUZ” Emmanuel, FEB